Theatro Circo de Braga

 

Theatro Circo de Braga


Palco do Theatro Circo

Interior do Theatro Circo

                    
Hall de entrada do Theatro Circo


Idealizado pela primeira vez em 1906, por um grupo de bracarenses liderado por Artur José Soares, José António Veloso e Cândido Martins, para corresponder às exigências do grande desenvolvimento económico, social e cultural vivido em Braga nesse início de século, o Theatro Circo viu a abertura das suas portas ao público a 21 de Abril de 1915.

Ao longo das décadas, o espaço foi adaptado para atender a novas demandas decorrentes da evolução social, destacando-se, entre as melhorias, a introdução do cinema sonoro. O palco recebeu artistas de prestígio internacional, incluindo a violoncelista Guilhermina Suggia, o violinista Isaac Stern, o pianista Arthur Rubenstein, bem como as Orquestras Nacionais de Florença, Praga, Madrid, Viena e a Ópera de Londres, entre outros.

Com o surgimento de novas salas de cinema e o avanço da televisão, aliado ao ambiente revolucionário sentido até o início dos anos 1980, verificou-se um acentuado declínio no equipamento e nas suas funções, gerando um debate local sobre o futuro do Theatro Circo.

Na década de 1980, o Município de Braga reconheceu a relevância sociocultural e patrimonial deste espaço, adquirindo a maioria do seu capital acionista (totalidade alcançada em 2008) e promovendo uma programação diversificada de teatro, cinema, ópera, dança, música, exposições e iniciativas formativas.

No final do século XX, mediante protocolo entre o Município de Braga e o Ministério da Cultura, com cofinanciamento do FEDER, o Theatro Circo passou por um processo integral de requalificação. Este incluiu o restauro completo do imóvel, respeitando a arquitetura original, reforço estrutural e atualização das condições de segurança, viabilizando a transformação do espaço num complexo cultural equipado com tecnologia cénica e sonora contemporânea, apto a responder às exigências da arte moderna.

Em 27 de outubro de 2006, o Theatro Circo foi reinaugurado com apresentação da Orquestra Sinfónica Nacional Checa, restituindo à cidade um espaço de notável imponência e valor arquitetónico, reconhecido como uma das mais emblemáticas salas de espetáculos do país. Atualmente, integra a Rede Ibérica da Rota Europeia de Teatros Históricos, juntamente com outros teatros portugueses e espanhóis, afirmando-se como referência no meio artístico nacional e internacional.


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